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ISSO É ARTE?

“Em 1972, a Tate Gallery em Londres comprou uma escultura chamada Equivalente VIII, de Carl Andre, um artista minimalista norte- americano(...)


O trabalho de Andre é único e tem sua origem numa tradição de escultura. Um dos representantes máximos do movimento Minimal Art – Arte Minimal: Pura Percepção. Surgiu em Nova York nos anos 60.


Andre é muito conhecido pela sua série "Equivalente" (também conhecida como "Os Tijolos"), construída em 1966. Consiste em 120 tijolos refratários (resistentes à altas temperaturas, utilizados em (alto- fornos), dispostos em duas camadas, em um retângulo de seis tijolos por dez. Todas as oito estruturas da série têm a mesma altura, massa e volume, mas formatos diferentes. Portanto, eles são todos "equivalentes".





(...) Os tijolos nada tinham de especial; poderiam ser sido comprados por qualquer pessoa

por alguns centavos cada um. A Tate Gallery pagou mais de 2 mil libras por eles. A imprensa britânica teve um ataque coletivo de fúria. “Desperdiçar o dinheiro da nação com uma pilha de tijolos!”, esbravejaram os jornais. Até a The Burlington Magazine, um periódico de arte intelectualizado, perguntou: “Será que a Tate enlouqueceu? Por que, quis saber uma publicação, a Tate havia esbanjado precioso dinheiro público com algo que “poderia ter ocorrido a qualquer pedreiro?”... Porque não penso que a verdadeira questão seja julgar se uma peça de arte contemporânea nova em folha é boa ou má – o tempo se encarregará dessa tarefa por nós. Trata-se, antes, de uma questão de compreender onde e por que ela se encaixa na história da arte moderna. Há um paradoxo em nosso caso de amor a arte moderna – por um lado estamos visitando aos milhões museus como o Pompidou em Paris, o MoMA em Nova York e a Tate Modern em Londres; por outro, a resposta mais frequente que recebo ao iniciar uma conversa sobre o assunto é: “Oh, não sei nada sobre arte.

Essa confissão espontânea de ignorância não se deve a uma falta de inteligência ou consciência cultural.” (Will Gompertz).


Não se trata de definir o quê é arte. Ela é livre deste controle e avessa a definições. Penso que perderia a poesia e estranhamento, inerente a todas as obras de arte.


Precisamos buscar constantemente esse entendimento para nos apropriarmos desta linguagem que é milenar e inerente à espécie humana através de mediadores, como os professores, livros, mídia escrita e agora no momento atual, também a possibilidade de aulas, documentários online.

Segue uma sugestão de dois livros para aprofundar seus conhecimentos:





 

LÚCIA CASTANHEIRA ESCOLA DE ARTES - 14/05/2021.


Fontes:

-ISSO É ARTE? Will Gompertz

-ARTE do século XX - TASCHEN



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